Reuters
Segundo comandante do Corpo de Bombeiros, buscas continuam, mas sem esperança de encontrar sobreviventesAs equipes de resgate que trabalham no local onde três prédios desabaram no Rio de Janeiro na quarta-feira (25) devem encerrar as buscas no fim de semana, após chegarem a um ponto dos escombros em que estaria a maior parte das vítimas.
"Vamos trabalhar aqui até que a última vítima seja encontrada, mas se o ritmo dos trabalhos continuar como estamos imaginando, pode ser que precisemos de mais 48 horas (para terminar as buscas)", disse nesta sexta-feira (27) o comandante do Corpo de Bombeiros do Rio, Sérgio Simões.
Os bombeiros retiraram 15 corpos dos escombros até a noite desta sexta, dois dias depois do acidente. As buscas continuam sem esperança de achar sobreviventes.
"Em razão do cenário que encontramos e do tempo que já passou, não trabalhamos mais com a possibilidade de sobreviventes", afirmou Simões.
As equipes de resgate acharam sob os escombros o lugar onde funcionava um curso de capacitação em um dos prédios. Alguns corpos foram localizados num suposto corredor, o que segundo os bombeiros indica que os alunos ainda tentaram escapar do desabamento.
"Os corpos encontrados têm muitos traumas e ferimentos", declarou Simões a jornalistas.
Seis pessoas foram resgatadas com ferimentos e levadas a dois hospitais da cidade após o desabamento na noite de quarta, que aconteceu provavelmente por um dano causado à estrutura do edifício mais alto por obras sem fiscalização realizadas em dois andares, segundo engenheiros.
21:51:43 - Traficante que mandou derrubar helicóptero da PM é preso em SP
iG Rio de Janeiro
Um dos mais procurados do Rio, Fabiano Atanázio da Silva, o FB, foi capturado na cidade de São José dos Campos
Traficante FB comandava a favela Vila Cruzeiro, na Penha
Foto: Divulgação
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu nesta sexta-feira (27), em São José dos Campos (SP), o traficante Fabiano Atanázio da Silva, o FB, um dos criminosos mais procurados do Estado. FB foi apontado como o mandante da queda de um helicóptero da Polícia Militar em outubro de 2009 no morro dos Macacos, em Vila Isabel, na zona norte, quando três PMs acabaram morrendo.Leia também: Bandidos que derrubaram helicóptero da PM foram premiados por facção
Um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho (CV), FB era o chefe do tráfico na favela Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte, antes da comunidade ser pacificada pelo Exército em novembro de 2010.
Naquele mesmo ano, a polícia revelou que FB teria supostamente exigido R$ 60 mil do jogador Adriano que, na época, atuava pelo Flamengo, para a realização de uma festa para crianças na comunidade.
Leia também: Promotoria denuncia quatro suspeitos de queda de helicóptero da PM no RIo
O Disque-Denúncia estava oferecendo uma recompensa de R$ 10 mil para quem fornecesse informações que ajudassem na captura do criminoso.
Segundo a polícia, após a pacificação dos complexos da Penha e do Alemão, FB teria ido ao Paraguai mas, nos últimos tempos, estaria circulando entre favelas de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, e o morro do Chapadão, em Costa Barros, na zona norte da capital, onde recentemente foi achado um de seus esconderijos.
20:39:43 - Procuradoria no Acre aciona União contra restrição de entrada de haitianos
Wilson Lima, iG Maranhão
Na ação, procurador pede a anulação de “todo e qualquer impedimento para o ingresso de migrantes de nacionalidade haitiana"O Ministério Público Federal do Acre (MPF) ingressou com uma ação na Justiça Federal contra as medidas restritivas à entrada de imigrantes do Haiti anunciadas pelo governo federal há pouco mais de duas semanas.
Na ação, o procurador pede a anulação de “todo e qualquer impedimento para o ingresso no território nacional de migrantes de nacionalidade haitiana”, assim como qualquer ameaça de deportação de refugiados e que o Brasil preste ajuda humanitária aos imigrantes.
Saiba mais sobre os haitianos no Brasil:
Haitianos refugiados no Acre são enviados a SP e Porto Alegre
Cidade do Acre recebe 550 refugiados do Haiti em 10 dias
Em 12 de janeiro, o Conselho Nacional de Imigração (Cnig) passou a limitar em 100 o número de vistos concedidos mensalmente para refugiados dos terremotos de 2010. Também foi aprovada a liberação de aproximadamente 2,4 mil vistos a haitianos que entraram ilegalmente no País mas a partir de agora, haitianos que conseguirem entrar no Brasil de forma ilegal serão deportados.
Após o anúncio destas medidas, a Polícia Federal intensificou a fiscalização nas fronteiras do Brasil com o Peru, Equador e Bolívia. Uma semana depois, um grupo de aproximadamente 70 haitianos foi interceptado pela Polícia Federal em Brasileia, no Acre, tentando entrar ilegalmente no País.
Hoje, pelo menos 120 barrados pela imigração vivem sem ter para onde ir em Iñapari, no Peru. Eles vivem em praças públicas, mas sem dinheiro para voltar e sem trabalho. Eles esperam uma solução do governo brasileiro ou peruano.

Haitianos barrados pela imigração brasileira no Peru
Foto: Ascom/MPF-AC
Segundo o procurador Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, o Brasil não pode negar ajuda humanitária à pessoas vítimas de um desastre natural. “A política brasileira de lançar à clandestinidade os haitianos, além de ser inapropriada desde a perspectiva do interesse de manutenção da ordem pública, também é claramente incompatível com a ética constitucional”, afirma o procurador na ação.
“O Estado brasileiro tem a obrigação de respeitar e assegurar o respeito e cumprimento dos direitos humanos e de prestar ajuda humanitária, incluindo a prevenção de violações e reparações às vítimas, de forma ágil e transparente”, complementa mais adiante.
Estimativas do governo federal apontam que pelo menos 4 mil haitianos entraram no Brasil de forma ilegal. Somente entre o final do ano passado e início de 2012, quase mil haitianos conseguiram entrar no País. Muitos deles se concentraram em Brasiléia, no Acre. Hoje, após a ajuda do governo do Acre e de empresas privadas, pouco mais de 500 refugiados ainda estão no município.
Amazonas
Outros refugiados entraram no país por Tabatinga, Amazonas e agora chegaram em grande número a Manaus. Pelo menos 400 haitianos estão sob a assistência da Pastoral do Migrante da capital amazonense esperando uma oportunidade de trabalho. Na terça-feira, a sede da Pastoral ficou sem espaço para os novos haitianos e alguns refugiados ficaram sem abrigo em Manaus.



